Viviane Ferreira é a nova presidente do grupo que escolherá brasileiros no Oscar

O comitê que vai eleger o longa brasileiro para disputar uma vaga do Oscar 2021 agora é presidido pela cineasta baiana Viviane Ferreira, sócia-diretora da Odun Filmes e presidente da APAN (Associação de Profissionais do Audiovisual Negro), eleita por unanimidade. A premiação foi adiada devido a pandemia do coronavírus e tem data prevista para 25 de abril de 2021.

Viviane é a segunda mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil e é também diretora artística do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África, Caribe e Outras Diásporas. Em 2014 teve seu curta “O dia de Jerusa” (2014), selecionado para a mostra de curtas do Festival de Cannes e seis anos depois o transformou no longa “Um dia com Jerusa”,  primeiro longa nacional de ficção com equipe formada majoritariamente por mulheres negras, com estreia na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, esse ano.

O grupo conta com os diretores de fotografia Affonso Beato e Lula Carvalho, a cineasta Laís Bodanzky, as produtoras Clelia Bessa e Renata Magalhães, os produtores Leonardo Monteiro de Barros e Rodrigo Teixeira, e o diretor Roberto Berliner.

Desde 1999, quando o filme brasileiro “Central do Brasil” foi indicado e Fernanda Montenegro concorreu a Melhor Atriz, que o país não emplaca um representante para concorrer na categoria. Outros filmes brasileiros concorreram por outras categoria, indicadas pela própria AMPAS, como “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, que no último ano concorreu a “Melhor Documentário”.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais é reconhecida pela Academy of Motion Picture, Arts and Sciences (AMPAS) desde 2017 como única entidade responsável pela seleção do filme que a cada ano concorre a uma vaga entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional na premiação do Oscar, o que impede qualquer tipo de interferência de outras entidades ou instituições governamentais. O acordo vigora até 2022.

Recentemente o o atual secretário de Cultura, Mário Frias, tentou uma participação de membros do governo no comitê, o que daria ao governo o direito de ter número igual de representantes no grupo. A tentativa não foi aprovada pois além de o comitê precisar ser formado exclusivamente por profissionais da área de cinema por exigência da AMPAS, qualquer mudança no grupo deve ser solicitada com um prazo mínimo de 120 dias.

Mudanças na premiação

Devido à pandemia, algumas regras da premiação do Oscar precisaram ser alteradas. Uma delas é que os filmes concorrentes na categoria Melhor Filme Internacional devem ter estreado em seu país entre 1º de outubro de 2019 e 31 de dezembro de 2020. Também é preciso também que o longa tenha sido exibido por pelo menos sete dias consecutivos em salas comerciais. Com a pandemia, a Academia permitirá a inscrição de filmes que tiveram estreias canceladas, mas foram exibidos em plataformas sob demanda.

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