Mapeamento de Cineclubes em atividade no Brasil: participe!

Em 2015 o portal G1 solicitou à Secretaria do Audiovisual, do extinto Ministério da Cultura, um levantamento de cidades com cineclubes no Brasil. Na ocasião, foram levantadas 701 cidades com cineclubes, um número que, segundo as metas do Plano Nacional de Cultura para 2020, estava bem longe do número almejado: 2061 cidades.

O Cinema Farol dá início a um mapeamento de cineclubes brasileiros um pouco mais ambicioso, que visa reunir em um só lugar uma lista com todos os cineclubes em atividade hoje no Brasil, com todas as particularidades, a fim de facilitar ainda mais o acesso ao cinema e aos grupos de pessoas que se propõem a debater assuntos importantes abordados em curtas e longas-metragens.

Para participar e cadastrar o seu Cineclube, basta clicar neste link, ou na imagem abaixo. O formulário ficará disponível a longo prazo, para que a lista de cineclubes seja atualizada sempre que um novo cineclube for criado e/ou se cadastrar.

Este formulário é uma iniciativa do site Cinema Farol (cinemafarol.com), que divulga notícias e conteúdo relacionados ao cinema como ferramenta pedagógica, de transformação social e facilitadora de debates.

Um pouco da história do cineclubismo no Brasil

O movimento cineclubista no Brasil data do início da década de XX, com a fundação do primeiro cineclube brasileiro, em 1928, o Chaplin Club. Desde então, o movimento foi crescendo, sempre seguindo o objetivo de promover reflexões sobre a linguagem do cinema, estimular o diálogo e a conscientização sobre variados assuntos, muitas vezes tabus.

Segundo o artigo Cineclubismo no Brasil – breve histórico, recentes conquistas e desafios, de Rodrigo Bouillet, publicado em 2006 na revista Advir 20 (pg 106), “nos anos 1950 fundaram-se as federações de cineclubes de diversos estados, demonstrando a necessidade de maior articulação de um movimento que se expandia geográfica e quantitativamente, culminando na criação do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), em 1962”.

O período de 1980 aos anos 2000 foi dramático para o cineclubismo; já na década de 80, com a redemocratização, a atividade começou a ser desarticulada, o que culminou em 1990, com a extinção de vários cineclubes.

Já em 2003, durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a Secretaria do Audiovisual (SAv) convidou novos e antigos nomes do cineclubismo para propor uma rearticulação do movimento. 

Com o avanço das tecnologias, a prática foi se tornando cada vez mais acessível, e hoje,  mesmo sem apoio e incentivo do atual governo, que extinguiu o Ministério da Cultura, segue crescendo de forma independente em todo território nacional.

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